Fernando Castro: “É muito difícil ver os campeões a pagar todas as despesas”
- Nelson Oliveira
- 7 de jan.
- 2 min de leitura
Estivemos à conversa com o Presidente do GD Ronda para perceber melhor a realidade do clube e explorar as expectativas para a época que está a arrancar. O sucesso no futebol de praia foi abordado, com Fernando Castro a lamentar que esse título não traga uma maior valorização dos jogadores. Os problemas do Complexo Desportivo também não foram esquecidos, que segundo o diretor guetinense travam o crescimento do clube.
Na última época o GD Ronda acabou a primeira volta do campeonato em 9.º com 17 pontos, mas terminou em 7.º com 40 pontos, muito perto das equipas do topo da tabela. Como explica esta evolução positiva da equipa?
Talvez se deva à minha intervenção no balneário, que poucas vezes lá vou para arrumar a casa. Assim tivemos 5 vitórias seguidas.
Quais os destaques, principais pontos positivos e negativos da época?
O principal ponto positivo foi a ilusão que nos foi incutida, no entanto sempre era melhor termos acabado no mesmo lugar que na época anterior.
Quais os objetivos para a nova época?
Queremos fazer melhor, primeiro de tudo. Temos de informar melhor os adeptos em três assembleias para os colocar ocorrentes de tudo o que se passa no clube, as contas, entradas, saídas, etc. No entanto, é preciso principalmente informar sobre o meu futuro no clube.
Quais as entradas e saídas de jogadores?
Tivemos muitas entradas. 18 entradas e uma nova equipa técnica.
Relativamente ao futebol de praia, o GD Ronda foi campeão da Liga de Aveiro. Estavam à espera desta conquista?
Sim, acreditamos que era possível já que no ano passado ficámos bem classificados e com muitas bolas nos postes. Mas por muito que me custe falar, não temos o apoio de ninguém, o que torna muito difícil ver os campeões a pagar todas as despesas de participação, sem pagar um cêntimo ao clube.
Como é que a equipa de futebol de 11 se transforma numa equipa de futebol de praia? É uma transformação difícil?
Não, pois temos uma equipa com atletas valentes e com muita técnica. O resto é uma parte de sorte porque no futebol de praia o que vale é o remate. A bola anda quase sempre no ar.
É uma aposta para continuar?
Talvez para o ano. A seguir ao campeonato veremos.
É um objetivo antigo do GD Ronda ter camadas jovens. Esse projeto é para avançar este ano?
Não. Não temos condições para ter camadas jovens, que era o meu objetivo. Devido às condições de horário de treino para os miúdos e ao facto de que no melhor complexo desportivo do concelho de Espinho não existem sanitários para os pais e adeptos. Na minha opinião, que também é a de muita gente que usufrui do espaço, é uma vergonha para o concelho.





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